<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3120201679342800519</id><updated>2011-04-21T12:50:52.283-07:00</updated><title type='text'>"TOO LOUD A SOLITUDE"</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mwita07ms.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3120201679342800519/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mwita07ms.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>mad woman in the attic</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08151628016528317510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3120201679342800519.post-202035883286640519</id><published>2007-10-22T03:39:00.001-07:00</published><updated>2008-07-05T04:27:01.558-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;MAFALDA SANTOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;28.01.2006&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7095/920/1600/w_tooLoud_ms02.jpg"&gt;&lt;img style="" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7095/920/320/w_tooLoud_ms02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Too Loud a Solitude"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sozinho, em Madagáscar. Tenho lá um livro; tenho lá um livro. É extremamente incerto tudo que se segue. Neste discurso não tenho lugares vagos para certezas, de estar completo de dúvidas. Tenho um livro sozinho em Madagáscar; não sei como foi lá parar, nem como o poderei ter lá depositado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Madagáscar.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do livro de Bohumil Hrabal, “Uma solidão demasiado ruidosa” na sua tradução portuguesa, pediu-se emprestado o título para esta exposição de Mafalda Santos, agora Mad Woman in the Attic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apartada das discussões que se geram em torno dos temas da literatura e dos assuntos do livro (apartada mas não desligada) voltamos à arrumação, à esquematização de elementos individuais de um sistema ou campo no objecto de uma construção (carto)gráfica. Temos a novidade de este trabalho não tratar de um campo social, não usar nomes reais do local Ambiente de Trabalho, não ser referente a um plano. Aqui somos sempre obrigados a supor um centro. Embora, enquanto conceito, origem nunca tenha estado ausente, os discursos anteriores obrigam-me a fazer a salvaguarda, o que se afigurava então era a completa impossibilidade de localização exacta da autora, inerente à estrutura do trabalho estava mesmo presente a ideia da sua repetição no mapa. Aqui temos Mafalda Santos, indivisível, como um centro, e somos convidados a fazer todo o percurso de forma a obter o seu acesso; telefonar, entrar, subir as escadas, entrar mesmo e ver. O trabalho é feito na medida de dentro, vemos um mapa, construído emocionalmente a partir das referências sensíveis, depuradas a partir de uma lógica de pura causalidade pessoal e interior (ao contrário de social e exterior, nos anteriores trabalhos) e causa choque o poder ser observada a mesma inintencionalidade, ou insondabilidade, da regra. Prerrogativa da arte, não pretender ser dedutiva: o choque não precisa de ser visto de forma redutora, mas como insidia de uma discussão ainda presente e contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma perspectiva mais fundada na proximidade, tratamos de um trabalho de reprodução de uma estrutura mental do processo da aprendizagem e assimilação de referências através da literatura, de uma bibliogeografia de um campo cultural individual. Não nos esquecemos que a nossa memória é dinâmica; censura, corrige e reposiciona. “Too Loud a Solitude” é um momento efémero da psique da autora; amanhã ou no próximo livro, hoje, tudo será diferente. O problema da ciência com o fenómeno da consciência é precisamente a dificuldade da obtenção de mapas, de estruturas de previsibilidade que nos permitam, sabendo onde está, observar o objecto. Parece-nos que o facto de sermos sujeitos da regra nos impede de olhar para o verbo e saber exactamente a que acção estamos constrangidos, como sistema não temos acesso cognitivo ao nosso princípio e, como a cronologia não é uma ciência, não é exequível utilizá-la em detrimento dessa ausência; sem ferramentas precisamente alfabéticas, ficamos com um vento do qual podemos fazer apenas (em arrastamento) uma representação de um instante nosso. A ligação às obras anteriores é neste ponto consubstanciada, já que eles eram “a representação de um pormenor e um momento que vive sempre na ameaça de logo deixar de ser assim”. Também neste ponto o “choque” e a discussão hodierna sobre a universalidade dos sistemas de medida uma vez que, sendo assim tão comparáveis e sujeitos à subjectividade os nossos diferentes níveis de ligação, ergo organização e compreensão do real (endógeno e exógeno) fica levantada a questão epistemológica da validade de um conhecimento que parte da imposição da nossa regra à organização de todos os sistemas apreendidos como fora dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rente, temos a citação de Hrabal e a invocação do fantasma de Haňťa; o concentrador de livros. Não é inocente; nesta sala de Mafalda Santos não temos mais do que a criação de um volume, referenciado, cotado, no qual nos é sempre inacessível o texto. Os livros são usados como matéria-prima do construtor; acontece no instante, a despeito de conteúdo e intenção, colaborarem entre si na expressão de um retrato. A personagem central do livro criava cubos de papel aglomerado, criando uma unidade temática através de uma criteriosa selecção de títulos e de uma fenomenal prensa mecânica. Menos violento, invocando-os sem a necessidade de os destruir, o trabalho presente inverte a ideia da utilização de títulos na construção de um mapa mental da experiência literária de um autor, definindo o negativo da solidez impenetrável dos cubos de Haňťa, quando permite o convite e supõe a entrada do espectador no labiríntico volume das suas referências cruzadas.Dentro, na solução do trabalho, não podíamos escapar a Borges e à sua Biblioteca ab aeterno, a citação da citação, dos volumes eternamente repetidos em si e entre si, da geometrização do universo do livro. No volume e na textura revela-se a irregularidade do sistema, zonas dinâmicas de actividade febril, tensões concordantes ou protestantes entre grupos determinados, espaços vazios recusando conteúdos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro deste interno a literatura vive; convola-se e convolve-se, reescreve-se na constante redefinição das proximidades e promiscuidades, na suspeita de conjuras secretas entre os fantasmas dos escritores sempre desdobrados (para dentro) em títulos e personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta ideia, Madagáscar, porque tenho lá um livro isolado, sem ponte ou ligação alguma ao continente. Há anos que me persegue (nem sempre com a mesma insistência) a ideia de um livro lido (ou sonhado) que me impressionou tremendamente. Guardo apenas a memória emotiva do impacto que a leitura teve em mim, uma noção vaga do formato do objecto (era assaz pequeno, talvez oitenta páginas) e uma ideia do seu conteúdo tão parca e fantástica que, à excepção do facto de ter essa ilha como palco, me envergonha reproduzi-la aqui. Há anos que pergunto e indago, quando tenho tempo percorro a costa do continente nos locais onde pressinto a ilha fantástica. Algum barco que passe, algum viajante que venha a quem possa inquirir sobre um livro esquisito. Um livro que, por algum acaso e em algum momento, perdeu o interesse no contacto com os habitantes do mundo conhecido e vive hoje num espaço não cartografado, tendo-me deixado com o seu improvável fantasma para ser famoso somente dentro de um reduzido círculo de loucos exploradores. Apesar de toda a ciência, da actividade febril de centenas de milhar de fazedores de mapas, resistem-nos ainda lugares assim. E você, sabe de algum livro em Madagáscar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Roseira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7095/920/1600/w_tooLoud_ms01.jpg"&gt;&lt;img style="" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7095/920/320/w_tooLoud_ms01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3120201679342800519-202035883286640519?l=mwita07ms.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mwita07ms.blogspot.com/feeds/202035883286640519/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3120201679342800519&amp;postID=202035883286640519' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3120201679342800519/posts/default/202035883286640519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3120201679342800519/posts/default/202035883286640519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mwita07ms.blogspot.com/2007/10/mafalda-santos-28.html' title=''/><author><name>mad woman in the attic</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08151628016528317510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3120201679342800519.post-4423218730206377706</id><published>2007-10-21T09:24:00.001-07:00</published><updated>2007-10-21T09:24:10.491-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3120201679342800519-4423218730206377706?l=mwita07ms.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mwita07ms.blogspot.com/feeds/4423218730206377706/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3120201679342800519&amp;postID=4423218730206377706' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3120201679342800519/posts/default/4423218730206377706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3120201679342800519/posts/default/4423218730206377706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mwita07ms.blogspot.com/2007/10/blog-post.html' title=''/><author><name>mad woman in the attic</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08151628016528317510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
